Pular para o conteúdo principal

A Nova Realidade da Contratação no Ambiente Empresarial: o Gerenciamento de Contratos

São Paulo, 22 de agosto de 2008 - Em época de mercado aquecido e em função da globalização evidente nas atividades empresariais podemos verificar que são inúmeras as contratações de quaisquer naturezas dentre empresas principalmente dos setores comerciais e de prestação de serviços com fornecedores e clientes. Essa quantidade aumenta e muito, a dificuldade das empresas em manter um controle adequado e eficaz de seus contratos e serviços. Diante deste crescimento econômico
constante nos últimos anos no Brasil, das frenéticas mudanças tecnológicas e da ampla utilização das facilidades trazidas pela Internet, a gestão de contratos e de documentos nas corporações é uma realidade iminente, como forma de preparar a empresa para as constantes mudanças de mercado além de minimizar riscos e perdas e redução de gastos e inadimplências.
Importante destacar que a definição “gestão de contratos” envolve diversas áreas de uma empresa. É necessário estabelecer uma integração entre as áreas de suprimentos/compras, jurídico, comercial, negócios/técnica, apoio/suporte, recursos humanos, financeiro e marketing.
Com o objetivo de negociar e gerenciar os mais diversos e variados contratos, as empresas nacionais e multinacionais passaram a criar uma área de gestão de contratos em conjunto com escritórios de advocacia especializados ou departamentos jurídicos internos.
Nesse sentido, o gerenciamento de contratos empresariais ganhou importância e destaque no controle de todas as atividades realizadas pela empresa que forem baseadas em uma relação contratual, criando uma maior comunicação das áreas envolvidas, diminuição de gastos, otimização de serviços e de tempo dirigido a estes serviços, ajudando ainda na seleção do fornecedor correto, além de principalmente estabelecer um padrão adotado por estas empresas e que deve ser na grande maioria dos casos aceito por terceiro interessado em contratar ou ser contratado por estas empresas. A gestão dos contratos aumenta o controle sobre a certeza de entrega e/ou recebimento de produtos e serviços de qualidade em tempo exigido e adequado, uma vez que as providências necessárias são sempre tomadas dentro do prazo e forma mais corretos e eficazes.
Na esfera pública, a gestão de contratos tem sido adotada por alguns governos visando maior eficiência, desenvolvimento e qualidade nos serviços públicos. Um exemplo claro da gestão contratual aplicada no setor público, vêm do Governo Estadual do Estado do Rio Grande do Sul que, por meio da edição do Decreto n° 45.273/2007, instituiu o Comitê de Governança Corporativa da Empresas Estatais, que modificou radicalmente a cultura da administração pública. Por meio do uso de práticas modernas de gestão e da transparência, foram firmados contratos de gestão com sete empresas estatais. De acordo com informações da Secretária do Planejamento e Gestão do Rio Grande do Sul, estes contratos representam o compromisso com resultados e eficiência nas ações que serão desenvolvidas até o ano de 2010, com investimentos consolidados que atingem a soma de R$ 2,6 bilhões, nos próximos três anos.
Em linhas diretas, são estabelecidas metas para expansão de investimentos, desenvolvimento gerencial, qualificação de recursos humanos, desempenho financeiro e eficiência, bem como indicadores específicos da área de negócio de cada empresa.
É nossa visão que a gestão dos contratos empresariais envolve aspectos do ramo de atividade econômica de determinada empresa sob o ponto de vista jurídico, operacional/técnico e financeiro, além de proporcionar constante auditoria e planejamento estratégico em toda extensa relação existente entre as partes contratantes.
A título de ilustração, a Associação Nacional de Gestores de Contratos – ANGC (www.angc.org.br), é referência no mercado como principal pólo de desenvolvimento profissional, promovendo a divulgação de metodologias, indicadores e resultados, além de promover certificações para a comunidade de Gestores de Contratações no Brasil.
Diante do complexo processo formativo que envolve os contratos empresariais, em consonância com as rígidas normas previstas no sistema jurídico nacional e de governança corporativa, a gestão de contratos mostra-se como uma ferramenta eficaz na integração de negócios realizados em ambiente empresarial. A necessidade de acompanhamento jurídico sob forma de auditoria e análise preventiva dos contratos e documentos da empresa é constante e iminente, e o gerenciamento de riscos mostra-se primordial para a proteção dos investidores, diminuição de riscos de quaisquer naturezas, contenção do desequilibro econômico financeiro na execução do contrato e para o aumento das chances de êxito dos negócios.

Fonte: Gazeta Mercantil

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como deve ser o profissional de hoje em administração?

Segundo fonte de pesquisa (Unicastelo), veja como deve ser o profissional em Administração de hoje: • PROFISSIONAL DE HOJE O curso contempla as variáveis: conhecimentos, habilidades e atitudes que deverão ser desenvolvidas durante o tempo de duração e estar explicito na estrutura curricular através dos programas. Devem apoiar em conhecimento do desempenho que possa ser relacionado a todos os resultados possíveis e não apenas aos resultados visados. Desta forma, o bacharel deverá estar capacitado a compreender as questões científicas, técnicas, sociais e econômicas do mundo empresarial, bem como o gerenciamento e a competência nas tomadas de decisões, por meio do desenvolvimento de auto-gerenciamento e da assimilação de novas informações. Apresentar flexibilidade intelectual e adaptabilidade contextualizada nas várias situações que se apresentarem e nos vários segmentos do campo de atuação do administrador. fonte: Unicastelo

Liderança

Liderança: Aqui cabe uma pergunta: Qual a diferença entre o bom jogador e o grande jogador? O bom, joga bem porque tem talento,ao passo que o grande, além de jogar, compartilha esse talento com seus companheiros, fazendo com que os outros joguem ainda melhor e a equipe vença. Ser líder é dar exemplo para que os outros saibam como se faz e se esforcem para repetir a tarefa no mesmo nível ou ainda melhor. Essa é a única liderança que se sustenta com o tempo. Nada do que você diz influencia as pessoas mais do que você faz. Liderar é inspirar e influenciar pessoas a fazerem a coisa certa, de preferência entusiasticamente visando ao objetivo comum. O Vendedor Responsável (Sub-gerente) não pode ser o único líder dentro da equipe, temos que ter outros vendedores dispostos a contribuir com seus companheiros. Afinal, uma equipe precisa de líderes no seu dia a dia que todos olhem como referencia. São esses que vão ajudar o gerente a conduzir a equipe pela estrada do ...

Documentário: Práticas de Gerenciamento Estratégico da Informação.

Como as Empresas Brasileiras Estão Utilizando a Informação para a Competitividade Esta é a primeira de uma série de publicação que faremos sobre o trabalho realizado por Milton Santos (maiores detalhes sobre o autor em seu site) . Por ser um trabalho de extrema utilidade aos empreendedores de plantão, estamos propagando suas idéias, conceitos e pesquisas como utilidade pública acessível aos interessados sobre o tema abordado, assim como o autor disponibiliza em seu site. 1° PARTE 1 Referencial teórico: a informação como fator de competitividade A pesquisa bibliográfica realizada identificou a existência de três trabalhos voltados especificamente à questão da informação como fator de competitividade, cujo referencial teórico sobressai entre os demais em quantidade e qualidade. Estas três contribuições teóricas possuem estrutura, características e propostas bastante distintas. A primeira contribuição vem do trabalho de Porter e Millar (1997). Neste trabalho, os autores não exploram inic...